Hilário - Poesias Avulsas
domingo, 16 de outubro de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010
Dilema Cardiorrespiratório
Durante a aula no primeiro dia
Eu não concordei com o professor,
Era uma aula de fisiologia
E entre sistemas ele se enganou.
Desde o início da explicação
Ele tratou de se equivocar,
Ao confundir coração com pulmão
Para explicar a passagem do ar.
Diante de todos fez uma encenação,
A entrada de ar tentou descrever
E chamou aquilo de inspiração.
Eu me retirei para não dizer
Que o meu pulmão é um coração
E a minha inspiração é você.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Linda Bela
Requereu-me, Linda Bela, dois abraços
Inocentes, para suspender do chão
Seu corpo, sua alma e os estilhaços
De um amor que guardou no coração.
Percebi um clamor enigmático,
Vi lógica em seu quantificar:
Um primeiro abraço: forte e estático;
O segundo para minha boca beijar.
Meu canto conquistara Linda Bela;
Entendi, em esforço sobre-humano,
Seu amor, sua hesitação singela.
Propus à Bela dois beijos então:
Primeiro, para reparar os danos;
Segundo, pela dissimulação.
Inocentes, para suspender do chão
Seu corpo, sua alma e os estilhaços
De um amor que guardou no coração.
Percebi um clamor enigmático,
Vi lógica em seu quantificar:
Um primeiro abraço: forte e estático;
O segundo para minha boca beijar.
Meu canto conquistara Linda Bela;
Entendi, em esforço sobre-humano,
Seu amor, sua hesitação singela.
Propus à Bela dois beijos então:
Primeiro, para reparar os danos;
Segundo, pela dissimulação.
sábado, 18 de setembro de 2010
Cartão-Postal
Não é o espaço físico
O secretário da minha angústia;
É a distância maior do mundo
Que me limita a não poder
De tudo no mundo falar-te,
Do pensar e do sorrir,
Dos passos da caminhada,
Da inquietação do dormir,
Dos tempo perdido ao chorar,
E daquele ganho ao sorrir.
É inútil eu estou longe
Ou tu não me ouvirás
Só atiro gritos mudos.
Não posso mais escrever
Quero ser a mensagem.
Se o pombo-correio ao menos
Levasse dezessete poemas,
Com a beleza de um beija-flor,
E a alegria de um amor selado.
Não estaria mais limitado
Pela distância do coração,
Por ser a maior do mundo.
Eu queria ser um bilhete
Ou mesmo cartão-postal
Para ser enviado a ti,
De promessas estampado
E viver de um amor selado.
Me escuta que agora posso
Mostrar a receita do bolo
Mostrar a receita da vida
E de tudo no mundo falar-te.
O secretário da minha angústia;
É a distância maior do mundo
Que me limita a não poder
De tudo no mundo falar-te,
Do pensar e do sorrir,
Dos passos da caminhada,
Da inquietação do dormir,
Dos tempo perdido ao chorar,
E daquele ganho ao sorrir.
É inútil eu estou longe
Ou tu não me ouvirás
Só atiro gritos mudos.
Não posso mais escrever
Quero ser a mensagem.
Se o pombo-correio ao menos
Levasse dezessete poemas,
Com a beleza de um beija-flor,
E a alegria de um amor selado.
Não estaria mais limitado
Pela distância do coração,
Por ser a maior do mundo.
Eu queria ser um bilhete
Ou mesmo cartão-postal
Para ser enviado a ti,
De promessas estampado
E viver de um amor selado.
Me escuta que agora posso
Mostrar a receita do bolo
Mostrar a receita da vida
E de tudo no mundo falar-te.
Nos Trilhos
No trem em algum lugar,
Em frente a uma janelinha,
Vejo arbustos e sonhos.
Falo, canto, nem percebo;
Só a janela me escuta.
Devo tentar uma canção
Os sonhos investigar
Ou guardar apertadinhos,
Matá-los, reprimi-los?
São maiores que o Mundo
E levo bem ao meu ladinho;
Um alívio, um conforto
E uma sensação de carinho.
É você ou é a estrada?
Ou estou mesmo sozinho?
Na voz tem magia doce,
Sonhando ela é imortal,
O sorriso é um vaso de flores
E possui mil endereços;
Muito grato, janelinha,
Agradeço a atenção.
Se a vir, dê lembranças;
Desço na próxima estação.
Em frente a uma janelinha,
Vejo arbustos e sonhos.
Falo, canto, nem percebo;
Só a janela me escuta.
Devo tentar uma canção
Os sonhos investigar
Ou guardar apertadinhos,
Matá-los, reprimi-los?
São maiores que o Mundo
E levo bem ao meu ladinho;
Um alívio, um conforto
E uma sensação de carinho.
É você ou é a estrada?
Ou estou mesmo sozinho?
Na voz tem magia doce,
Sonhando ela é imortal,
O sorriso é um vaso de flores
E possui mil endereços;
Muito grato, janelinha,
Agradeço a atenção.
Se a vir, dê lembranças;
Desço na próxima estação.
Amor de Enfado
"Segura a minha mão
Não carece de apertar,
A vida é só uma canção,
É o leite por derramar;
Vê quanta vida lá fora,
Me diga se for embora,
Não carece de chorar.
E esses magoados remorsos?
O amor não é infindável,
Também sou de carne e ossos
E minha alma é vulnerável.
Ficastes sem direção?
Sem forças o coração?
Que choro desagradável!
Talvez o raio nos parta
E a paixão nos emende;
É esse calor que me mata,
É esse frio que me ofende.
Eu não seria um bom esposo,
Quero um amor misterioso;
Por que não me compreendes?
Segura na outra mão,
Se tu chorar eu me calo.
Por que olhas para o chão?
Não posso ser seu vassalo.
Um mistério voa ao vento,
Mil poemas ao relento,
Um grande amor pelo ralo.
Vai ver o sol já saiu
E tu em sono profundo,
Se teu coração for anil
Posso te mostrar o mundo.
Sou o melhor namorado,
Sou culto, sou educado;
Sou o maior vagabundo.
Queria te apertar,
Queria me esconder,
Queria te namorar,
Não posso sem ti viver.
És o Deus, és o demônio,
Meu pesadelo, meu sonho,
Te gosto sem merecer."
Não carece de apertar,
A vida é só uma canção,
É o leite por derramar;
Vê quanta vida lá fora,
Me diga se for embora,
Não carece de chorar.
E esses magoados remorsos?
O amor não é infindável,
Também sou de carne e ossos
E minha alma é vulnerável.
Ficastes sem direção?
Sem forças o coração?
Que choro desagradável!
Talvez o raio nos parta
E a paixão nos emende;
É esse calor que me mata,
É esse frio que me ofende.
Eu não seria um bom esposo,
Quero um amor misterioso;
Por que não me compreendes?
Segura na outra mão,
Se tu chorar eu me calo.
Por que olhas para o chão?
Não posso ser seu vassalo.
Um mistério voa ao vento,
Mil poemas ao relento,
Um grande amor pelo ralo.
Vai ver o sol já saiu
E tu em sono profundo,
Se teu coração for anil
Posso te mostrar o mundo.
Sou o melhor namorado,
Sou culto, sou educado;
Sou o maior vagabundo.
Queria te apertar,
Queria me esconder,
Queria te namorar,
Não posso sem ti viver.
És o Deus, és o demônio,
Meu pesadelo, meu sonho,
Te gosto sem merecer."
Três estações
Teus pensamentos
Nos enganam
E se perdem
Na amplidão;
Que se dirá
Dos lamentos
Se não houve
O perdão?
A frondosa árvore
Perde as folhas
Devagar.
A sutileza
De teus olhos
Aprofunda
O meu pesar.
É outono
Em teu semblante
Mais frio é o monstro
Que é teu coração.
O afeto último
É como a folha
Caindo ao chão.
Na amplidão
Nos enganam
Os lamentos,
O meu pesar.
É inverno
Estou perto
O mundo é bem ali.
A sutileza
De teus olhos
A magia
Que encantou
Juntou-se à folha
E congelou.
Perde as folhas
O teu semblante;
É primavera
E o caminho
Não tem fim.
Que se dirá
Das ambições
E as empreitadas?
Estas sim são limitadas.
Teus pensamentos,
O imprevisível,
Lugar nenhum.
Tudo flores;
Já não te vejo
Já não evito
Que meus afetos
Sejam folhas
De outro outono.
Não sei quando
Tu chegastes
Não imagino
Quando se foi;
Se alguém vira
Não me dirá.
De novo outono
Estou perto
Já já te vejo
Frio é o monstro
Da terra oculta
Em cujo solo
Há dois mil anos
Não faz calor.
O monstro mais belo
Perde as folhas
Devagar.
Lembranças retornam
De par em par
De uma a uma
Tento voltar.
Teus pensamentos;
Nunca houve
O meu pesar?
A frondosa árvore,
As ambições:
Teu perdão?
É inverno
Em ti de novo.
Da amplidão
A derradeira
Folha caída
Misteriosa
Em sua descida,
Sumiu em um rápido
Piscar de olhos
De uma vez por todas
Da minha vida.
Nos enganam
E se perdem
Na amplidão;
Que se dirá
Dos lamentos
Se não houve
O perdão?
A frondosa árvore
Perde as folhas
Devagar.
A sutileza
De teus olhos
Aprofunda
O meu pesar.
É outono
Em teu semblante
Mais frio é o monstro
Que é teu coração.
O afeto último
É como a folha
Caindo ao chão.
Na amplidão
Nos enganam
Os lamentos,
O meu pesar.
É inverno
Estou perto
O mundo é bem ali.
A sutileza
De teus olhos
A magia
Que encantou
Juntou-se à folha
E congelou.
Perde as folhas
O teu semblante;
É primavera
E o caminho
Não tem fim.
Que se dirá
Das ambições
E as empreitadas?
Estas sim são limitadas.
Teus pensamentos,
O imprevisível,
Lugar nenhum.
Tudo flores;
Já não te vejo
Já não evito
Que meus afetos
Sejam folhas
De outro outono.
Não sei quando
Tu chegastes
Não imagino
Quando se foi;
Se alguém vira
Não me dirá.
De novo outono
Estou perto
Já já te vejo
Frio é o monstro
Da terra oculta
Em cujo solo
Há dois mil anos
Não faz calor.
O monstro mais belo
Perde as folhas
Devagar.
Lembranças retornam
De par em par
De uma a uma
Tento voltar.
Teus pensamentos;
Nunca houve
O meu pesar?
A frondosa árvore,
As ambições:
Teu perdão?
É inverno
Em ti de novo.
Da amplidão
A derradeira
Folha caída
Misteriosa
Em sua descida,
Sumiu em um rápido
Piscar de olhos
De uma vez por todas
Da minha vida.
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