sábado, 18 de setembro de 2010

Cartão-Postal

Não é o espaço físico
O secretário da minha angústia;
É a distância maior do mundo
Que me limita a não poder
De tudo no mundo falar-te,
Do pensar e do sorrir,
Dos passos da caminhada,
Da inquietação do dormir,
Dos tempo perdido ao chorar,
E daquele ganho ao sorrir.
É inútil eu estou longe
Ou tu não me ouvirás
Só atiro gritos mudos.
Não posso mais escrever
Quero ser a mensagem.
Se o pombo-correio ao menos
Levasse dezessete poemas,
Com a beleza de um beija-flor,
E a alegria de um amor selado.
Não estaria mais limitado
Pela distância do coração,
Por ser a maior do mundo.
Eu queria ser um bilhete
Ou mesmo cartão-postal
Para ser enviado a ti,
De promessas estampado
E viver de um amor selado.
Me escuta que agora posso
Mostrar a receita do bolo
Mostrar a receita da vida
E de tudo no mundo falar-te.

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