sábado, 18 de setembro de 2010

Nos Trilhos

No trem em algum lugar,
Em frente a uma janelinha,
Vejo arbustos e sonhos.
Falo, canto, nem percebo;
Só a janela me escuta.
Devo tentar uma canção
Os sonhos investigar
Ou guardar apertadinhos,
Matá-los, reprimi-los?
São maiores que o Mundo
E levo bem ao meu ladinho;
Um alívio, um conforto
E uma sensação de carinho.
É você ou é a estrada?
Ou estou mesmo sozinho?
Na voz tem magia doce,
Sonhando ela é imortal,
O sorriso é um vaso de flores
E possui mil endereços;
Muito grato, janelinha,
Agradeço a atenção.
Se a vir, dê lembranças;
Desço na próxima estação.

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